Com menos de 10 km de extensão, prefeitura inicia estudos para viabilizar novas ciclovias em Santa Maria

Gabriel Marques

Com menos de 10 km de extensão, prefeitura inicia estudos para viabilizar novas ciclovias em Santa Maria
Foto: Eduardo Ramos (Diário) O professor Gustavo Rossini, 42 anos, costuma passear pela ciclovia da Avenida do Exército, no Bairro Boi Morto

Ciclovias são boas alternativas para a mobilidade urbana, e têm sido a aposta de cidades desenvolvidas. Santa Maria conta, com duas ciclovias: uma na Avenida Hélvio Basso, no Bairro Medianeira, e outra na Avenida do Exército, no Bairro Boi Morto. Juntas, as duas não chegam a 10 quilômetros de extensão, e também não são interligadas.

Na Avenida Hélvio Basso, a ciclovia tem 1,5 km de extensão em cada sentido, enquanto a Avenida do Exército mede 3,3 km por sentido. Quem gosta das ciclovias, acredita que poderia ter mais delas na cidade e, de olho nesse público, o Executivo começou a estudar alternativas.

Conforme a prefeitura, ainda não há nenhum projeto para a criação de novas ciclovias, embora reuniões a respeito já tenham começado. No dia 21 de junho, o Executivo municipal se reuniu com entidades e empresas para debater um projeto de instalação de ciclovias ou ciclofaixas. Entre os temas abordados, estavam a ligação da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) a alguns bairros da cidade, bem como a instalação de bicicletários, campanhas de conscientização e eventos teste de bloqueio parcial de vias nos domingos ou feriados.

Segundo o prefeito Jorge Pozzobom (PSDB), as novas ciclovias atenderão à demanda de segurança e espaço para quem utiliza a bicicleta como meio de locomoção, esporte ou entretenimento.

Na Avenida do Exército, a boa sinalização, a largura suficiente para trafegar e as árvores são bons atrativos para quem usa a bicicleta como meio de locomoção ou lazer. O professor Gustavo Rossini, 42 anos, costuma passear pelo local com a sua bike:– É uma pena que na cidade tenha essa e só mais outra. É perigoso andar nas estradas. A ciclovia nos traz segurança.

Ainda na região – do viaduto da Avenida Walter Jobim com a BR-158, até o trevo dos quartéis –, há uma ciclovia que se conecta a da Avenida do Exército.

Em outro ponto, na Avenida Hélvio Basso, a ciclovia é dividida no canteiro central, porém é estreita, o que dificulta a circulação em momentos mais movimentados, principalmente quando pessoas também utilizam a via para prática de caminhada e competem pelo espaço com os ciclistas.

A aposentada Iracema Schlesner, 73 anos, diz que o movimento maior é no início da manhã e no fim da tarde.– No meio da tarde, não enfrento tantos problemas, são poucos ciclistas nesse horário. Fica bem tranquilo de caminhar.

Enquanto a equipe do Diário esteve em ambos os locais, foram presenciados ciclistas que trafegavam pela rua ou pela calçada, sem fazer uso da ciclovia.

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